Um pouco mais de um ano depois, aqui estou de volta ao meu blog. Problemas pessoais, profissionais, financeiros, emocionais provocaram meu afastamento de diversas coisas que eu gostava muito. Tive um 2009 cheios de idas e vindas, ganhos e perdas importantes, um vaevem danado, me senti numa montanha russa.
Costumo fazer constantemente reflexões sobre minha vida, em todos os aspectos, e as vezes penso que estou na contra-mão do mundo. Prezo demais a honestidade em todas as minhas relações, pois acredito que esta é a melhor maneira de construir uma base sólida, capaz de sobreviver ao mais duro terremoto. Claro que não quero ser aqui igual ao personagem do Luiz Fernando Guimarães (O Super Sincero), que dizia tudo o que pensava sobre alguma pessoa ou situação. Definitivamente, não.
A honestidade pra mim é seguir os meus valores éticos, ser profissional sem precisar maquinar contra alguém ou criar situações para me apropriar do trablho de outrém. É falar pra pessoa que vive um relacionamento amoroso comigo tudo o que eu quero de uma relação e tudo que eu espero, sem precisar usar de subterfúgio pra curar uma carência que eu esteja sentindo. Pra mim é fundamental olhar nos olhos e confiar, acreditar que apesar dos caminhos tortuosos eu agirei corretamente e quando eu não conseguir agir tão corretamente, ou totalmente incorreta, ter a decência de botar a cara a tapa. Até no erro é importante ser honesto, pois não quero ter a certeza de estar enganando a mim mesma. Isso seria vergonhoso demais.
Mas o mundo, ou a parte dele com a qual eu convivo, age muito diferente disso. Já fui "obrigada" a conviver com seres humanos inseguros, incompetentes e covardes ao ponto de não terem a decência de admitir que não tem segurança sificiente pra seguir tal caminho, que nem se quer cogitavam a possibilidade de serem competentes pra seguir adiante sem alguém pra lhe ajudar, afinal não somos competentes pra fazer tudo na vida, em algum momento sempre precisaremos de alguém pra camilharmos juntos. E o pior de todos, tive a infelicidade de desfrutar de pessoas completamente inseguras, que pra não admitir tal sentimento, jogaram pra cima de mim a responsabilidade do insucesso de suas atitudes.
Eu tenho a plena certeza de que não sou perfeita ou a pessoa mais correta do mundo. Já cometi sim erros, vários fatais emocionalmente, mas não me recordo de que algum deles tenham ficado na linha do subentendido. Em todos eu me expus e não mandei recado, apanhei, me humilhei inclusive quando achei necessário. Talvez não tenha convencido do meu arrependimento, mas fui honesta comigo e me coloquei à frente, "pode bater".
Essas situações me fazem mal, me corroem, me deprimem. Hoje acordei pensado que só tenho duas opções, ou eu sigo neste caminho, caindo e levantando e me decepcionando e me maltradando e sofrendo demais ou mudo minhas convicções pra não ser a "corretinha", a "mitida a saber tudo" ou mesmo ser taxada de "espertinha".
