
Planejar, desejar, trabalhar, amar ... Isso cansa!!!
Planejar e não dar certo é relativamente previsível; desejar e não alcançar é comum; trabalhar e não ser reconhecido é possível; amar e não ser correspondido é uma grande possibilidade. O que não é compreensivo é chegar a um estágio da vida em que tudo que se planeja não se concretiza; nunca alcançar o que se deseja; não receber reconhecimento de um trabalho e nunca ser correspondido quando se ama.
Macumba, mal-olhado, inveja, alma penada, ou será tudo isso junto ao mesmo tempo, simultaneamente, um depois o outro logo em seguida?
Rezar, banhar-se, pedir a Deus, chorar implorando misericórdia dos santos. É um desespero só. Parece que tudo vai cair num buraco sem fim e que só a passagem para um outro plano pode diminuir a dor, a carência e a frustração de ter vivido uma vida sem sentido, sem nenhum aprendizado relevante, sem ter conseguido melhorar a vida de outra pessoa.
Será que é um castigo de alguma vida passada? Será que não dá pra reverter? O que será que foi feito em um período relativamente curto de vida? São 34 primaveras incompletas, uma existência pequena para tantas negativas.
Dinho Ouro Preto já dizia numa de suas músicas, "eu não consigo mais me concentrar, vou tentar alguma coisa para melhorar. É importante todos me dizem, mas nada me acontece como eu queria. Estou perdido, sei que estou, cego para assuntos banais. Problemas do cotidiano, eu já não sei como resolver. Sob um leve desespero, que me leva, que leva daqui ..."
Não é difícil de entender essa confusão. E difícil de aceitar os resultados que ela produz e mais difícil ainda é encontrar alternativas para solucioná-las sozinho. Um dia quem sabe ...