segunda-feira, 24 de novembro de 2008

MINHA FÉ

Neste fim de semana fui convidada, por uma grande amiga, a participar de um encontro, promovido por um grupo da renovação carismática, o qual ela faz parte.
Eu admiro as pessoas que se dedicam aos cuidados da alma, que pregam e falam com sabedoria sobre a palavra de Deus, independente do credo, pois acredito que somente os que se dedicam verdadeiramente aos ensinamentos do Pai tem uma boa parte da
"salvação" garantida e isso, na minha opinião nada tem a ver com a religião que se segue, tem a ver com o amor que cada um trás no coração.

Aceitei o convite da minha amiga, que eu amo muito, mas sabia que eu teria grandes chances de não gostar muito do evento, pois a renovação carismática é muito conhecida pelas "performances" em suas celebrações. Fui assim mesmo, pois acreditei que poderia ser diferente e de repente, quem sabe, eu mudaria o meu conceito.

Não me surpeendi com nada, foi tudo do jeito que eu achei que fosse, muito barulho, todos gritando ao mesmo tempo, uns cantavam, outros faziam seus pedidos, outros louvavam, outros falavam em linguas. Era uma verdadeira "torre de Babel". Fiquei extremanente perturbada, com muita dor de cabeça. Não deu nem pra eu me concentrar e fazer as minhas orações.

Me considero uma pessoa, que apesar dos poucos conhecimentos sobre a bíblia, tenho muita fé na presença de Deus em minha vida, acredito que não há ligação mais poderosa com Deus do que as nossas orações, aquelas que fazemos intimamente, contemplando a beleza da vida e da natureza. Não há necessidade de gritar para louvar, não há necessidade de falar palavras dificeis para que Deus nos ouça.

Posso está errada, e por isso acertarei minhas contas quando deixar este mundo, se eu estiver de fasto equivocada, mas não me vejo fazendo cenas de fanatismo religioso, gritando, gemendo e caindo no chão, num verdadeiro espetáculo espiritual. Não me permito ser perburbada por forças que eu não conheço e das quais acredito que não são divinas.

Prefiro meditar, refletir sobre minhas ações e contenplar a Deus em uma cerimônia de paz, de sossego espitritual, onde seja possível ouvir os sussuros dos anjos em meus ouvidos. A ligação entre a criatura e seu criador, pra mim, deve ser silenciosa e harmoniosa, para que ambos sitam suas presenças e se toquem, num verdadeiro encontro.

Só pra se ter idéia, ouvi cada barbaridade, vinda de uma senhora religiosa da Canção Nova, que fiquei de cabelo em pé. A mulher sabia os nomes de todas as entidades do Candoblé, da Macumba e afins. Ela dizia os nomes no momento em que deveríamos está contemplando o corpo de Cristo que se fazia presente no ostensório. Achei de uma falta de respeito muito grande, principalmente vindo de quem veio. Falar de coisas, que consideramos ruins, em um momento tão glorioso, é no mínimo falta de respeito com o sentimento de quem está em um lugar para ser abençoado e não para ser exorcisado.
Lú Hage

terça-feira, 18 de novembro de 2008

ÚLTIMA PARADA 174

Sinopse:
http://epipoca.uol.com.br/filmes_detalhes.php?idf=19323

Drama baseado em fatos reais sobre a vida do rapaz Sandro do Nascimento, menino de rua que sobreviveu à chacina da Candelária e, em 2000, sequestrou um ônibus no Rio de Janeiro. Tendo uma moça como refém na mira de seu revólver, a polícia - atiradores de elite - acabou disparando e matando os dois. O fato foi transmitido pela TV. Em 2002 o diretor José Padilha, de "Tropa de Elite", transformou a história no documetário.

Minha Opinião:

Fica muito claro nesta história, que assim como em outras milhares, o quanto é dura realidade das comunidades que vivem na total ausência do poder público, sem uma oportunidade de educação, de trabalho e de socialização. Os que conseguem sobreviver, devem ser aclamdos por todos nós, pois são sobreviventes de uma verdadeira guerra que a cada dia se fortalece em nosso país.

É triste demais esta história, pois eu acredito que tudo poderia ter sido diferente e bem melhor. Esta é uma realidade cruel e bastante real e que pra mim só reforça o grau de responsabilidade da família, ou melh0or, da desestrutura familiar, no desenrolar destes fatos trágicos.

Talvez tenhamos que dá um passo atrás para dar dois na frente, ou seja, que retomemos a "caretice" de ter de volta um pai e uma mãe dentro de casa, verdadeiramente. Pois na minha opinião, tudo começa em casa, a boa e a má formação.


Luciana Hage
Relações Públicas

SICKO

Sinopse:

As palavras "sistema de saúde" e "comédia" não são facilmente encontradas na mesma frase, mas no mais recente filme de Michael Moore elas podem ser vistas lado a lado. Para mostrar como as coisas funcionam na terra do Tio Sam, Moore ouve as histórias de vários americanos comuns cujas vidas foram despedaçadas, ou arruinadas pelo sistema de saúde americano. O filme mostra que a crise não somente afeta os milhões de cidadãos que não têm seguro de saúde - mas também milhões de outros que pagam religiosamente suas prestações e que estão freqüentemente lutando com a burocracia e com suas regras oficiais obscuras. Para provar que nem tudo está perdido, o cineasta compara outros sistemas de saúde visitando o Canadá, a Inglaterra, a França e a Cuba onde todas as pessoas recebem um bom atendimento médico de forma gratuita.

Minha Opinião:

O filme é simplesmente um "banho de água fria" para aqueles, que assim como eu, julgavam ou julgam, que o sistema de saúde dos EUA é um modelo a ser seguido. A realidade é muito diferente. Mas é bem verdade que em comparação ao Brasil, é melhor ainda adoecer pras bandas de lá, do que pras bandas de cá.

É claro que mesmo com todas as dificuldades, a população Norte-Americana tem muito mais condições de lutar e de se defender, do que a brasileira. Mas é chocante vermos que por lá também há descasos e falta de preparo no atendimento aos que procuram o sistema de saúde. Até quem possui planos particulares sofrem.

Como sempre Michael Moore é polêmico e maravilhoso, por isso vale a pena ter este documentário em casa.


Luciana Hage
Relações Públicas