sexta-feira, 4 de abril de 2008

D de Que?

A CBF vai criar a Série D do Campeonato Brasileiro. Se a C já é considerada o inferno das divisões, o que poderemos esperar da nova “ala” do futebol nacional? Tem gente que acha que a inspiração veio do Norte do país. Não duvido nada.
Do jeito que (des)anda o futebol paraense, e sem maiores perspectivas de melhora, as chances de chegarmos lá são enormes. Principalmente o Paysandu, que nem garantido está na Série C de 2008 e, no domingo passado, não conseguiu, veja só, nem empatar com o time do Águia de Marabá, no Mangueirão. Givanildo se foi sem olhar pra trás, a casa caiu e apareceram as mazelas que estavam sorrateiras debaixo do tapete...
Já o Remo, que está garantido na C por ter caído da B no ano passado, vive momentos sombrios com a falta de credibilidade da atual diretoria que não consegue segurar, lá pelo Baenão, nem jogador desempregado (o meia Mazinho veio, viu e disse: fui!). Para completar, a equipe azulina ficou de fora da semifinal do primeiro turno do Parazão, principalmente porque conseguiu perder, no Mangueirão, veja só, para times do “quilate” de Pedreira e Tiradentes.
A Tuna, coitada, sob o comando eterno de Carlos Lucena, parece que não está muito a fim de ir longe. Melhor seria, então, apostar no time de anões Gigantes do Norte que, pelo menos, tem o craque "Vagner Love" animando a galera com suas acrobacias futebolísticas.
Esse é o cenário do futebol paraense, bem no feitio da Série D – D de Despreparado, de Descamisado, de Desafortunado, de Desorganizado, de Degolado...
E a torcida chora... Desesperada!

Iva Muniz

terça-feira, 1 de abril de 2008

Desculpe, artista é assim.

Trabalho com eventos. Eu adoro o que faço. O estresse da organização. A festa pronta e o sucesso no final. Essa é a liga. Em alguns trabalhamos trazemos artistas de outros estados (vivo em Belém/PA) pra festa ficar ainda mais bacana... Mas sempre tive uma curiosidade de saber porque artistas de peso ou nem tanto pedem tantas coisas em seus camarins. É tanta exigência. Sobra pra quem? Pra produção, é claro. Tem artista que pede tanta bebida, que se criatura misturar tudo aquilo não vai conseguir cantar nem a moça bonita da platéia. Tipo: 36 garrafas de cerveja (é claro que não pode ser qualquer uma. Eles sempre escolhem a marcar e é sempre a mais cara), 10 garrafas de vinho e outras 10 de champanhe – tudo importado, é lógico -, sem contar os refrigerantes, cafés, isotônicos e energéticos. Vixe, meu Deus! Um coquetel molotov. Sem falar nas comidinhas. E ainda dizem que artista vive de dieta. Nunca esqueço de um show que o Sting fez aqui no Brasil em que pediu 80 toalhas brancas. Sem contar os que pedem carpete preto cobrindo todo o chão do camarim e nem pense em mudar a cor. Acho que isso faz parte da composição do personagem. Será que existe um manual de artista, do tipo que diz que o artista vale o peso dos seus pedidos no camarim? Fico pensando se eu fosse artista o que eu pediria. E você, se fosse artista, o que pediria no seu camarim? Vale tudo, afinal, artista é assim.
Ana Paula Sampaio

Gente...

Na próxima encarnação em venho uma pedra, ficada nas areias da República de Palau (Palau fica na Micornésia/Oceano Pacífico). Claro! Quero ser uma pedra chic! Lidar com gente não é fácil. Meu querido Raul Seixas já falava: “Gente é tão louca e, no entanto, tem sempre razão. Quando consegue o dedo, já não serve mais, quer a mão...”. Tô cansando de gente. Na verdade, não de todas as gentes. Falo de algumas, graças a Deus. Mas essas algumas me deixam num estado de nervos alucinante. Queria gritar. Dizer chega. Acontece que essas gentes estão tão preocupadas em ganhar, em levar vantagem em tudo, que esquecem de princípios básicos de educação e de civilidade. Vejam além dos umbigos de vocês. Vamos respeitar, minha gente. . .Lu, já reservei um lugar pra ti nas areias de Palau.
Ana Paula Sampaio