segunda-feira, 24 de novembro de 2008

MINHA FÉ

Neste fim de semana fui convidada, por uma grande amiga, a participar de um encontro, promovido por um grupo da renovação carismática, o qual ela faz parte.
Eu admiro as pessoas que se dedicam aos cuidados da alma, que pregam e falam com sabedoria sobre a palavra de Deus, independente do credo, pois acredito que somente os que se dedicam verdadeiramente aos ensinamentos do Pai tem uma boa parte da
"salvação" garantida e isso, na minha opinião nada tem a ver com a religião que se segue, tem a ver com o amor que cada um trás no coração.

Aceitei o convite da minha amiga, que eu amo muito, mas sabia que eu teria grandes chances de não gostar muito do evento, pois a renovação carismática é muito conhecida pelas "performances" em suas celebrações. Fui assim mesmo, pois acreditei que poderia ser diferente e de repente, quem sabe, eu mudaria o meu conceito.

Não me surpeendi com nada, foi tudo do jeito que eu achei que fosse, muito barulho, todos gritando ao mesmo tempo, uns cantavam, outros faziam seus pedidos, outros louvavam, outros falavam em linguas. Era uma verdadeira "torre de Babel". Fiquei extremanente perturbada, com muita dor de cabeça. Não deu nem pra eu me concentrar e fazer as minhas orações.

Me considero uma pessoa, que apesar dos poucos conhecimentos sobre a bíblia, tenho muita fé na presença de Deus em minha vida, acredito que não há ligação mais poderosa com Deus do que as nossas orações, aquelas que fazemos intimamente, contemplando a beleza da vida e da natureza. Não há necessidade de gritar para louvar, não há necessidade de falar palavras dificeis para que Deus nos ouça.

Posso está errada, e por isso acertarei minhas contas quando deixar este mundo, se eu estiver de fasto equivocada, mas não me vejo fazendo cenas de fanatismo religioso, gritando, gemendo e caindo no chão, num verdadeiro espetáculo espiritual. Não me permito ser perburbada por forças que eu não conheço e das quais acredito que não são divinas.

Prefiro meditar, refletir sobre minhas ações e contenplar a Deus em uma cerimônia de paz, de sossego espitritual, onde seja possível ouvir os sussuros dos anjos em meus ouvidos. A ligação entre a criatura e seu criador, pra mim, deve ser silenciosa e harmoniosa, para que ambos sitam suas presenças e se toquem, num verdadeiro encontro.

Só pra se ter idéia, ouvi cada barbaridade, vinda de uma senhora religiosa da Canção Nova, que fiquei de cabelo em pé. A mulher sabia os nomes de todas as entidades do Candoblé, da Macumba e afins. Ela dizia os nomes no momento em que deveríamos está contemplando o corpo de Cristo que se fazia presente no ostensório. Achei de uma falta de respeito muito grande, principalmente vindo de quem veio. Falar de coisas, que consideramos ruins, em um momento tão glorioso, é no mínimo falta de respeito com o sentimento de quem está em um lugar para ser abençoado e não para ser exorcisado.
Lú Hage

terça-feira, 18 de novembro de 2008

ÚLTIMA PARADA 174

Sinopse:
http://epipoca.uol.com.br/filmes_detalhes.php?idf=19323

Drama baseado em fatos reais sobre a vida do rapaz Sandro do Nascimento, menino de rua que sobreviveu à chacina da Candelária e, em 2000, sequestrou um ônibus no Rio de Janeiro. Tendo uma moça como refém na mira de seu revólver, a polícia - atiradores de elite - acabou disparando e matando os dois. O fato foi transmitido pela TV. Em 2002 o diretor José Padilha, de "Tropa de Elite", transformou a história no documetário.

Minha Opinião:

Fica muito claro nesta história, que assim como em outras milhares, o quanto é dura realidade das comunidades que vivem na total ausência do poder público, sem uma oportunidade de educação, de trabalho e de socialização. Os que conseguem sobreviver, devem ser aclamdos por todos nós, pois são sobreviventes de uma verdadeira guerra que a cada dia se fortalece em nosso país.

É triste demais esta história, pois eu acredito que tudo poderia ter sido diferente e bem melhor. Esta é uma realidade cruel e bastante real e que pra mim só reforça o grau de responsabilidade da família, ou melh0or, da desestrutura familiar, no desenrolar destes fatos trágicos.

Talvez tenhamos que dá um passo atrás para dar dois na frente, ou seja, que retomemos a "caretice" de ter de volta um pai e uma mãe dentro de casa, verdadeiramente. Pois na minha opinião, tudo começa em casa, a boa e a má formação.


Luciana Hage
Relações Públicas

SICKO

Sinopse:

As palavras "sistema de saúde" e "comédia" não são facilmente encontradas na mesma frase, mas no mais recente filme de Michael Moore elas podem ser vistas lado a lado. Para mostrar como as coisas funcionam na terra do Tio Sam, Moore ouve as histórias de vários americanos comuns cujas vidas foram despedaçadas, ou arruinadas pelo sistema de saúde americano. O filme mostra que a crise não somente afeta os milhões de cidadãos que não têm seguro de saúde - mas também milhões de outros que pagam religiosamente suas prestações e que estão freqüentemente lutando com a burocracia e com suas regras oficiais obscuras. Para provar que nem tudo está perdido, o cineasta compara outros sistemas de saúde visitando o Canadá, a Inglaterra, a França e a Cuba onde todas as pessoas recebem um bom atendimento médico de forma gratuita.

Minha Opinião:

O filme é simplesmente um "banho de água fria" para aqueles, que assim como eu, julgavam ou julgam, que o sistema de saúde dos EUA é um modelo a ser seguido. A realidade é muito diferente. Mas é bem verdade que em comparação ao Brasil, é melhor ainda adoecer pras bandas de lá, do que pras bandas de cá.

É claro que mesmo com todas as dificuldades, a população Norte-Americana tem muito mais condições de lutar e de se defender, do que a brasileira. Mas é chocante vermos que por lá também há descasos e falta de preparo no atendimento aos que procuram o sistema de saúde. Até quem possui planos particulares sofrem.

Como sempre Michael Moore é polêmico e maravilhoso, por isso vale a pena ter este documentário em casa.


Luciana Hage
Relações Públicas

terça-feira, 28 de outubro de 2008

BUSCA IMPLACÁVEL (TAKEN)


Elenco: Liam Neeson, Maggie Grace, Anjul Nigam, Goran Kostic, Holly Valance.
Direção: Pierre Morel
Gênero: Ação, Suspense
Duração: 91 min.
Distribuidora: Fox Film

SINOPSE

"Não sei quem você é. Não sei o que você quer. Se for resgate, vou avisando, não tenho dinheiro. Só tenho a habilidade adquirida em uma longa carreira nas sombras. Habilidade que fez de mim um pesadelo para gente como você. Se soltar minha filha agora, tudo estará resolvido. Não irei atrás de você; sem procura, nem perseguição. Se não soltar, vou atrás de você e vou encontrá-lo. Acabo com você".

Com essas ameaças a um bando de sequestradores, o ex-agente Bryan Mills começa a mais longa 96 horas de sua vida - e a caçada a terrivel quadrilha que levou sua filha, Kim.


Minha Opinião

O filme é mais uma moderna versão de Rambo e Magaive. Leam faz o papel de um super agente aposentado que se vê obrigado a colocar em prática todos os seus conhecimentos adquridos enquanto trabalhava para o governo, para resgatar sua filha, sequestrada por uma quadrilha de traficantes de mulheres.

É impressionante como ele sozinho consegue destruir um bando inteiro, detalhe ele armado um uma simples pistola e os caras com escopetas e metralhadoras. Ele consegue se livrar de um enforcamento e ainda corre atrás de um carro importado, sem perdê-lo de vista. Pode isso?

Detalhe o super-agente invade a França pra fazer tudo isso. Pinta e borda com a cidade de Paris e ninguem o detem. Isso é muito bom.

O final, como não poderia ser diferente, o pai resgata sua filha e mata todos os meliantes. Tem uma frase muito engraçada no final, a filha diz para o pai "você veio me buscar!" e os dois se abraçam e seguem para casa, felizes para sempre.
Luciana Hage

domingo, 26 de outubro de 2008

De Um Dia Para O Outro


É impressionante como as pessoas chegam, se aproximam e simplesmente passam por nossas vidas. Vão embora sem se quer dizer um "até breve" ou um "adeus". Cara... o que tá acontecendo com o mundo!!!. A impressão que tenho é que todos preferem a solidão à companhia de pessoas agradáveis.

Cadê aquela pessoa que te chama pra dançar, que te diz coisas engraçadas no ovido e faz de tudo pra roubar um beijo? Onde está aquele amigo que é o "garoto de recado", o famoso "alcoviteiro". PQP!!!! voltem no tempo, gente. Vamos resgatar o clima da paquera, dos galanteios e das flertadas.

Parece que agora todo mundo só quer beijar na boca e mais nada. Poxa, um beijo é tão importante, dá pra saber de tanta coisa um um simples toque nos lábios!!!! A sensação é que na verdade o beijo é a primeira escala pro lance acabar na cama. Assim deste jeito fica tudo tão complicado. Quem quer algo mais sério, dança feio.

MUUUUUUUULHEEEEEEEERESSSSSSSSS!!!! Acalmem as vossas "periquitas", o mundo não se resume a sexo. Não façam aquilo que tanto desprezamos nos homens, a "galinhagem", a promiscuidade, a safadesa. Não vale a pena, nós somos muito superiores a isso. Essas atitudes combinam para o masculino, que na maioria das vezes, pensa melhor com a cabeça inferior. Nós não.

Por favor, precisamos dá uns bons passinhos para trás e resgatarmos nossa identidade, fazer aquele jogo do charminho, do famoso "c.. doce", eles adoram, eles querem é ter trabalho mesmo, então não vamos contrariá-los. Deixem para as prostitutas a função de ganhar benefícios com o próprio corpo, o que não é nada fácil. Como diria a poetisa da música baiana "ado aado, cada um no seu quadrado".


Lú Hage

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Um Dia, Quem Sabe ...

Quando o vejo meu coração acelera e quando ele me olha, quase perco a cabeça. As vezes percebo o quanto ele me deseja, mas as vezes me pergunto, será mesmo...?

Ele não sabe o quanto bagunça comigo e farei de tudo pra nunca saber, não quero perder o encantamento dos momentos em que falamos com os olhares e que nos tocamos com as palavras.

Já havia esquecido o quanto é bom não falar nada e somente sentir o cheiro da face que toca a outra, tão sem pretensão... Só a imaginação tomando conta do ambiente e exalando o odor da paixão, do desejo e das muitas possibilidades. A imaginação voa looooonnngggeeeee!!!!

Ah!!! Que pena que as regras são tão claras na minha cabeça, tornando praticamente impossível qualquer possibilidade de concretude. Se ao menos ele falasse ... Se ao menos ele me desse uma chance ...

Um dia, quem sabe ...


Lú Hage

domingo, 19 de outubro de 2008

AS DUAS FACES DA LEI

Elenco: Robert De Niro, Al Pacino, 50 Cent, Donnie Wahlberg, Carla Gugino

Direção: Jon Avnet

Gênero: Policial

Sinopse: Depois de 30 anos como parceiros na panela de pressão que é o Departamento de Polícia de Nova York, os condecorados detetives David Fisk e Thomas Cowan deveriam estar aposentados, mas não estão. Antes de fazer suas malas, eles são chamados para investigar o assassinato de um conhecido cafetão que parece ter ligação com um caso resolvido por eles anos atrás.Como no crime original, a vítima é um criminoso suspeito cujo corpo é encontrado junto com um poema justificando o assassinato. Quando outros crimes acontecem, começa a ficar claro que os detetives estão às voltas com um serial killer, alguém cujos crimes se perderam nos porões do sistema judicial e cuja missão é fazer o que os policiais não conseguiram - acabar com os culpados e limpar as ruas.As semelhanças entre as mortes recentes e seus casos anteriores trazem à tona uma desconfortável questão: será que eles colocaram o homem errados atrás das grades?

Curiosidades: » De Niro e Pacino atuaram juntos brevemente em 'Fogo contra Fogo', em que o primeiro interpretou um ladrão e o segundo, um detetive à caça dele. E também participaram de 'O Poderoso Chefão 2', mas não tiveram nenhuma cena juntos.


Meus Comentários:
Com uma sinopse de tirar o fôlego, não resistir e fui assitir este filme. Me desepcionei um pouco, achei De Niro e Paccino cansados e sem movimento, apesar de em alguns momentos fazendo cenas de garotões de 20 anos, com muita malhação e loock de galãs, eles pareceriam fora de contexto em vários momentos do filme.

De Niro, na minha opinião, segurou melhor o seu papel, conseguiu convencer vivendo um policial de alto nível, que passa a sofrer acusações por uma série de assassitados. Já Paccino, apareceu muito sem expressão em um papel muito secundário, tendo somente na fase final do filme um pouco mais de destaque, o que é uma pena, pelo maravilhoso ator que ele é.

Vale a pena ver este filme, o roteiro é muito bom, seu desfecho é bem previsível, mas é bom assim mesmo.

Luciana Hage

AS VOLTAS QUE O MUNDO DÁ ...

Em alguns momentos, eu não sei explicar, ainda me surpreendo com algumas pessoas. Eu não deveria, principalmente se as pessoas em questão não são amigas ou qualquer outra que mereça minha atenção. Mas de qualquer forma, eu me surpreendo.

Fico pensando, será que ainda é dificil de entender que sempre seremos vítimas de nossas atitudes equivocadas? Será que as pessoas não entendem que aqui se faz, aqui se paga? Que existe um dia da caça e outro do caçador?

Acredito que o mundo dá voltas e em uma dessas voltas que o mundo dá, acabamos sempre nos encontrando com aqueles se nos fizeram mal ou bem e ai, meu amigo, a hora do acereto de contas será inevitável. Neste momento não se esqueça do que foi feito, do que foi dito e principalmente do que foi pensado.

Eu, sem nenhuma pressa, espero sentada no meu camarote, o fechamento de mais um ciclo, pois tenho a certeza que terei muitas desculpas a ouvi e eu as ouvirem com toda a paciência, pois acima de tudo acredito que a melhor resposta que se possa dá a alguém que nos ofendeu e nos mal-julgou, é a atenção, o carinho e o aceite, de coração, as desculpas que forem pedidas.

Minha gente, o que falta neste mundo é a presença de Deus no coração das pessoas. A família está se desmoronando, não há mais respeito, não há mais honestidade e sinceridade nos homens. Todo mundo ataca para se defender. Primeiro atira e só depois pergunta quem morreu.

Nos negócios então, nem se fala. O concorrente é um inimigo que precisa ser eliminado da face da terra. Desmoralizá-lo é mais fácil do que pensar em uma forma de fazer um produto tão bom ou melhor do que o dele. É ... a palavra é mais afiada do que uma navalha!!!!

Mas vamos lá, temos que ser feras todos os dias para enfrentar as outras feras que nos cercam. Até que um dia seremos vencidos.


Luciana Hage


terça-feira, 14 de outubro de 2008

O Vôo da Borboleta

Há muito tempo ouvi uma historinha que falava de um caçador que tentou ajudar uma borboleta a sair do casulo e a matou por isso. A moral da historia era que todos nós temos que passar por algum tipo de dor ou sofrimento para poder alçar novos vôos.

Eu acredito nisso. Acredito que é importante que passemos por momentos dificeis para chegar mais longe, a dor também deve ser um impulso para caminharmos pra frente.

Pode parecer masoquismo, mas não o é, pois duvido muito daqueles que encontram força na alegria e nos momentos em que as coisas estão melhores do que nunca. Duvido. Sempre somos empurrados pra frente quando nos vemos na encruzilhada.

Desejo apenas um jogo limpo, um jogo duro, com muitas batalhas, mas um jogo limpo, sem armassões e trapassas. Será utopia?

Luciana Hage
Relações Públicas

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

IDIOTA


Fico curiosa pra saber o que faz uma criatura entrar no espaço alheio e se senti no direito de ofender as pessoas?. Eu desafio o infeliz ou a infeliz, que postou o comentário mediocre sobre o meu sentimento pela morte da minha cachorra a se identificar, pois quero lhe dizer algumas coisas, já que ao contrário de ti, eu tenho a grandeza de sempre assinar o que digo, sem precisar me esconder no anonimato.

Por tanto "pessoa", que tenho a honra de não conhecer, não quero sua presença no meu espaço, não o (a) convidei, por isso tenha a decência de se recolher a sua insignificância e a sua pequenês humana. Fui clara, ou preferes que eu desenhe?

Agora, seu ,ou sua, covarde, assine suas palavras, assuma seus atos ou será que estou exigindo demais?. Ah, devo está mesmo, afinal pessoas infelizes e mal-amadas, como tu, devem ter vergonha de se mostar, e tem razão pra isso.
Luciana Hage
Relações Públicas

terça-feira, 16 de setembro de 2008

SAUDADE DE MEU TESOURO

Como não senti saudade de uma coisinha dessa? linda de mamãe!!!!

Foram 11 anos de muito amor, de muito carinho, de muito chamego. Sei que nada poderá trazer a vida da minha bichinha, mas sei também que um dia todos nós temos que voltar ao nosso verdadeiro lar.

Ainda sofro por não mais desfrutar das molecagens e tolices desta mocinha ai. Ainda é triste não a ver correndo pela casa, latindo pra avisar que alguém chegou ou trazendo na boca algum brinquedo para se exibir, coisa que ela adorava fazer, ainda mais quando fazíamos de conta que iriamos tirar dela o tal brinquedo. Era uma coisa!!!

A vida é assim mesmo, tenho certeza que aos poucos eu, e minha família, vamos nos acostumar com a ausência do amor incondicional que ela sentia por todos nós. Mas o amor que sentimos por ela continua do mesmo jeito.

Ah, que saudade do nosso tesouro!!!

Luciana Hage

Relações Públicas

A IMPORTÂNCIA DO XIXI


O título pode parecer engraçado, e de fato o é, mas garanto que quando tudo parecer não ter solução em um dado momento, uma pausa para o xixi, pode fazer a diferença e transformar toda uma história.

Exatamente isso aconteceu hoje comigo, dia 16.09.2008, eu estava reúnida com um grande amigo relações públicas, que aqui vou chamá-lo de Xinelo, discutindo um assunto de grande importância para nossa atividade.

Conversa vai e conversa vem, não conseguimos chegar a um consenso com relação ao nome de um evento que estamos planejando. Ele queria uma coisa e eu outra. Quando de repente, não mais que de repente, ele me surpreende com a seguinte frase: "preciso fazer xixi, urgente!". Achei estranho, mas quem sou eu para interferir nas necessidades fisiológicas de alguém? E por um momento pensei que ele estivesse dando um desculpa furada para fugir do estresse da ocasião. E falei comigo mesma: "não saio daqui hoje sem a solução deste probelama e esse Xinelo vai ter que me aguentar!!". E eu continuei batendo cabeça pra encontrar um nome forte, de peso, que fosse marcante e que principalmente transmitisse seriedade e credibilidade.

Santo xixi!!! Quando o Xinelo voltou à nossa reunião nossos problemas tinham sido resolvidos,"eureca"!! Não somente o nome do evento, mas toda sua estrutura foi definida. Nem acreditei, mas enfim encontramos tudo o que estávamos procurando e assim proclamamos a nossa REPÚBLICA, que em uma oputra ocasião eu descrevo melhor.

E a lição de toda essa história é que quando tudo estiver confuso na vida, uma pausa para o xixi poode ser a salvação da pátria.

Luciana Hage
Relações Públicas

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Vitória

Foram cinco anos de luta, mas ontem, dia 20 de maio, minha família e eu recebemos uma das mais belas notícias dos últimos anos। O CRM-PA nos deu ganho de causa no processo que minha cunhada, Rita, está movendo contra a médica Lia Afonso.
Meu sobrinho, filho do meu irmão, que chamo carinhosamente de "Bibito", o nosso Gabriel, o anjo de nossas vidas. Ele é portador de necessidades especiais, muito especiais, causado, em nosso entendimento, por um erro da médica que comandava o parto de minha cunhada, pois mesmo depois de perceber que não havia condições de fazer um parto normal, a médica insistiu bastante nessa direção e quando percebeu que o coração do Gabriel não mais batia, resolveu, tardiamente, levar a Rita para uma mesa de cirurgia para uma cesariana. E neste período a criança ficou muito tempo sem oxigênio no cérebro e sofreu muito para vim ao mundo. A Rita não tinha condições de um parto normal por duas razões, que nos foram explicadas em "off" por duas médicas, a primeira era a idade, minha cunhada já tinha 35 anos e era o primeiro filho e a segunda é que a médica não avaliou a bacia da Rita, que por ter estatura pequena, talvez não tivesse a dilatação suficiente para um parto normal.
Bem, o nosso pequeno "anjo", que precisou ser reanimado e logo entubado, foi direto para UTI, onde ficou uns vinte dias, dos mais de sessenta que ficou no hospital.
Ontem, o CRM-PA, em um decisão mais do que acertada, reconheceu a culpa da médica e a condenou em vários artigos do código de ética médico, dos quais eu não saberia dizer aqui hoje, mas assim que nós recebermos eu os detalho com alegria um por um.
Sabemos que nada vai trazer a normalidade para a vida de nosso Gabriel, nada. Porém, acreditamos que é possível sim se fazer justiça neste país, ainda que não tenhamos "posses", como diria uma "amiga".
Ficamos muito felizes, pois vimos que ainda existe indignação por parte de alguns juris, o nosso CRM comprovou isso ontem. Sei que esse texto não vai chegar a ir muito longe, mas quero mesmo assim agradecer aos 10 profissionais que deram ganho de causa a minha família, ao meu "Bibito". Quero de dizer aos outros 6 que apoiaram a médica, acreditando que ela cometeu apenas um erro comum a qualquer profissional, que não existe esse "erro comum" na medicina, pois na vida de um paciente isso pode significar a morte e isso não é comum. Mas de qualquer forma peço, em nome de toda a minha família, que os senhores nunca encontrem em seus caminhos ou que os senhores nunca sejam para ninguém, um instrumento destes erros comuns.

Luciana Hage
Relações Públicas

sexta-feira, 4 de abril de 2008

D de Que?

A CBF vai criar a Série D do Campeonato Brasileiro. Se a C já é considerada o inferno das divisões, o que poderemos esperar da nova “ala” do futebol nacional? Tem gente que acha que a inspiração veio do Norte do país. Não duvido nada.
Do jeito que (des)anda o futebol paraense, e sem maiores perspectivas de melhora, as chances de chegarmos lá são enormes. Principalmente o Paysandu, que nem garantido está na Série C de 2008 e, no domingo passado, não conseguiu, veja só, nem empatar com o time do Águia de Marabá, no Mangueirão. Givanildo se foi sem olhar pra trás, a casa caiu e apareceram as mazelas que estavam sorrateiras debaixo do tapete...
Já o Remo, que está garantido na C por ter caído da B no ano passado, vive momentos sombrios com a falta de credibilidade da atual diretoria que não consegue segurar, lá pelo Baenão, nem jogador desempregado (o meia Mazinho veio, viu e disse: fui!). Para completar, a equipe azulina ficou de fora da semifinal do primeiro turno do Parazão, principalmente porque conseguiu perder, no Mangueirão, veja só, para times do “quilate” de Pedreira e Tiradentes.
A Tuna, coitada, sob o comando eterno de Carlos Lucena, parece que não está muito a fim de ir longe. Melhor seria, então, apostar no time de anões Gigantes do Norte que, pelo menos, tem o craque "Vagner Love" animando a galera com suas acrobacias futebolísticas.
Esse é o cenário do futebol paraense, bem no feitio da Série D – D de Despreparado, de Descamisado, de Desafortunado, de Desorganizado, de Degolado...
E a torcida chora... Desesperada!

Iva Muniz

terça-feira, 1 de abril de 2008

Desculpe, artista é assim.

Trabalho com eventos. Eu adoro o que faço. O estresse da organização. A festa pronta e o sucesso no final. Essa é a liga. Em alguns trabalhamos trazemos artistas de outros estados (vivo em Belém/PA) pra festa ficar ainda mais bacana... Mas sempre tive uma curiosidade de saber porque artistas de peso ou nem tanto pedem tantas coisas em seus camarins. É tanta exigência. Sobra pra quem? Pra produção, é claro. Tem artista que pede tanta bebida, que se criatura misturar tudo aquilo não vai conseguir cantar nem a moça bonita da platéia. Tipo: 36 garrafas de cerveja (é claro que não pode ser qualquer uma. Eles sempre escolhem a marcar e é sempre a mais cara), 10 garrafas de vinho e outras 10 de champanhe – tudo importado, é lógico -, sem contar os refrigerantes, cafés, isotônicos e energéticos. Vixe, meu Deus! Um coquetel molotov. Sem falar nas comidinhas. E ainda dizem que artista vive de dieta. Nunca esqueço de um show que o Sting fez aqui no Brasil em que pediu 80 toalhas brancas. Sem contar os que pedem carpete preto cobrindo todo o chão do camarim e nem pense em mudar a cor. Acho que isso faz parte da composição do personagem. Será que existe um manual de artista, do tipo que diz que o artista vale o peso dos seus pedidos no camarim? Fico pensando se eu fosse artista o que eu pediria. E você, se fosse artista, o que pediria no seu camarim? Vale tudo, afinal, artista é assim.
Ana Paula Sampaio

Gente...

Na próxima encarnação em venho uma pedra, ficada nas areias da República de Palau (Palau fica na Micornésia/Oceano Pacífico). Claro! Quero ser uma pedra chic! Lidar com gente não é fácil. Meu querido Raul Seixas já falava: “Gente é tão louca e, no entanto, tem sempre razão. Quando consegue o dedo, já não serve mais, quer a mão...”. Tô cansando de gente. Na verdade, não de todas as gentes. Falo de algumas, graças a Deus. Mas essas algumas me deixam num estado de nervos alucinante. Queria gritar. Dizer chega. Acontece que essas gentes estão tão preocupadas em ganhar, em levar vantagem em tudo, que esquecem de princípios básicos de educação e de civilidade. Vejam além dos umbigos de vocês. Vamos respeitar, minha gente. . .Lu, já reservei um lugar pra ti nas areias de Palau.
Ana Paula Sampaio

segunda-feira, 31 de março de 2008

Nota 0

Gente, fiquei surpresa com a ação que os deputados do estado do Piauí querem impetrar contra a Rede Globo. Não que esta emissora não possa sofrer alguma ação neste sentido, mas o motivo que a motivou é que é, no mínimo, absurda, para não dizer coisa pior.
A razão da indgnação do legislativo piauiense é a derrota da conterrânea Giselle Souza no Big Brother Brasil 8, pode isso? O pior, é que pode mesmo e é o que deve acontecer.
Em um primeiro momento fiz o que a maioria deve ter feito, ri bastante, não consegui conter as gargalhadas. Logo depois vem a incompreensão, a revolta e tantos outros sentimentos, afinal, será que nosso querido estado nordestino está tão bem resolvido com seus problemas sociais, econômicos e políticos, que estão na verdade buscando problemas para resolver? Não creio nisso, ao contrário, os deputados tinham que cobrar justiça para o povo daquela região, não somente de veículos de comunicação, mas do governo federal ou de quem detiver a "culpa"
Ao que entendo deste reality show, trata-se de um jogo, onde é o público que escolhe o vencedor e quem entra nele, assim como seus telespectadores, tem pleno conhecimento do fato, então, o que posso concluir é que Giselle não conquistou a simpatica do público, isso é simples, não há o que questionar, a não ser a própria "derrotada", se assim se sentir. Acredito que ela não o fará, afinal ela não é de toda perdedora, pois a fama lhe trará oportunidades de trabalho, que poderão lhe render mais que um milhão.
Por tanto, quero pedir aos nossos políticos, de lá ou de cá, vamos nos preocupar com assuntos de revelância para nossa gente, o resto é o resto.

Luciana Hage

Nota 10

Dificilmente me emociono com cenas de novelas ou minisséries, muito diferente quando assisto a um bom filme da vida real. Mas a cena do penúltimo capitulo de "Queridos Amigos", em que a personagem de Fernanda Montenegro lê o diário de sua filha, interpretada por Denise Fraga, ao homem que torturou e estuprou esta filha, foi tão tocante, que confesso ter me afogado em lágrimas. Sem dúvida, não foram somente as palavras, que por si só eram bastante angustiantes, mas todo o contexto que envolveu a cena, que retratou os atos brutais que algumas pessoas sofreram na época a "revolução", onde grande parte, como era o caso da perdonagem de Denise, não tinham participação ativa em movimentos políticos contrários ao governo.
A dor da mãe, que se depara com o algoz da filha, o causador de todo o sofrimentos da jovem mulher e que tirou dela o brilho nos olhos, a alegria de viver e também a encheu de medos e trumas, foi muito forte e foi brilantemente interpretado, na minha opinião, por Fernanda Montenegro.
Particularmente eu esperava mais desta minissérie, senti que faltou mais conteúdo histórico, mais fatos relevantes dos personagens, que acredito terem contribuido bem mais para nossa história. Mas, por outro lado, sobrou reflexões sobre conflitos pessoais, intrigas e questionamentos sobre a lealdade, fidelidade, loucura, sofrimento e vitórias.
Eu gostei, porém acredito que poderia ter sido melhor.

Luciana Hage

sexta-feira, 28 de março de 2008

Amigos queridos, queridos amigos....

Tem coisa mais gostosa que está com amigos, rever pessoas queridas? Digo que não. Quem tem amigos de verdade, certamente, concordará comigo. Em amigos podemos confiar sempre. Os verdadeiros estão conosco em todos os momentos e mesmo estando longe, geograficamente falando, estão ali, naquela hora que se precisa. Ter amigos verdadeiros é não se preocupar com as besteiras que se fala. Não tem medo de parecer ridículo e que sorri de nossas mancadas. Amigo de verdade fica feliz com nossa felicidade e isso não tem preço. Amigos de verdade se reúnem pelo prazer de estarem juntos, pra botar o papo em dia, para tirar sarro das dificuldades do cotidiano. Com amigos de verdade não há espaço para chateações... Dizer sim e dizer não fazem parte da relação. Para os meus amigos queridos, a turma do barulho, a torcida Olho de Tandera e de tantas afinidades, fica o meu mais terno abraço, meu carinho e minha admiração. Amo vocês!

Ana Paula Sampaio

quarta-feira, 26 de março de 2008

LEÃOOOOOOOOOOOOO

"Serei Clube do Remo, mesmo que a bola não entre, mesmo que o Baenão se cale, mesmo que o manto sagrado desbote, mesmo que a vitória esteja longe. Serei remista, seja longa a jornada, seja dura a caminhada. Clube do Remo no peito e na alma, nos gritos e nas palmas, serei Clube do Remo até morrer".

Ana Paula Sampaio

O peixinho frito

Passear no Ver-o-Peso é sempre delícia. O vento que bate da baía do Guajará é um convite ao deleite, regado à cerveja gelada, bate-papo e o colorido das barracas. Dias desses estive lá, e além dos prazeres citados, fui fisgada por um cheiro deliciante. Era o peixinho frito, na hora, pela dona Maria Baía. Sem muitos truques culinários, apenas acompanhado de arroz branco e feijão. Tudo muito simples. Tudo muito gostoso. O cheiro e sabor do peixe se confundiam e fundiam-se, numa sinergia que só o paladar pode entender. Aquele peixinho frito ficou na minha memória. Em tempos de aniversário do Ver-o-peso (o mercado que é símbolo de Belém/PA, completa 381 anos no dia 27 de março), viva o peixinho frito de dona Baía, da dona Maria, da dona Josefa, da dona....

Ana Paula Sampaio