segunda-feira, 18 de outubro de 2010

O Vazio de uma história


Planejar, desejar, trabalhar, amar ... Isso cansa!!!
Planejar e não dar certo é relativamente previsível; desejar e não alcançar é comum; trabalhar e não ser reconhecido é possível; amar e não ser correspondido é uma grande possibilidade. O que não é compreensivo é chegar a um estágio da vida em que tudo que se planeja não se concretiza; nunca alcançar o que se deseja; não receber reconhecimento de um trabalho e nunca ser correspondido quando se ama.

Macumba, mal-olhado, inveja, alma penada, ou será tudo isso junto ao mesmo tempo, simultaneamente, um depois o outro logo em seguida?

Rezar, banhar-se, pedir a Deus, chorar implorando misericórdia dos santos. É um desespero só. Parece que tudo vai cair num buraco sem fim e que só a passagem para um outro plano pode diminuir a dor, a carência e a frustração de ter vivido uma vida sem sentido, sem nenhum aprendizado relevante, sem ter conseguido melhorar a vida de outra pessoa.

Será que é um castigo de alguma vida passada? Será que não dá pra reverter? O que será que foi feito em um período relativamente curto de vida? São 34 primaveras incompletas, uma existência pequena para tantas negativas.

Dinho Ouro Preto já dizia numa de suas músicas, "eu não consigo mais me concentrar, vou tentar alguma coisa para melhorar. É importante todos me dizem, mas nada me acontece como eu queria. Estou perdido, sei que estou, cego para assuntos banais. Problemas do cotidiano, eu já não sei como resolver. Sob um leve desespero, que me leva, que leva daqui ..."

Não é difícil de entender essa confusão. E difícil de aceitar os resultados que ela produz e mais difícil ainda é encontrar alternativas para solucioná-las sozinho. Um dia quem sabe ...

sexta-feira, 7 de maio de 2010

14 ANOS SE PASSARAM E ...

O que pode-se fazer em 14 anos?



Viver, morrer, sofrer, aprender, vencer, perder, andar, correr, sorrir, chorar, bater, apanhar ...


Muitas coisas acontecem todos os dias. Todos os dias pode-se ter uma história diferente pra ser contada, com início, meio e fim. Pode-se ainda, num único dia, sem nenhuma pretensão, conhecer uma pessoa com a qual se viverá os melhores, e os piores também, momentos de uma vida, mas sem dúvida alguma, a pessoa que fará a grande diferença no caminho de uma vida.

Encontros e desencontros com certeza farão parte da caminhada. Riso, choros, alegrias e tristezas intermináveis estarão presentes. Mas apesar de tudo, o que restará serão os grandes aprendizados, ensinados da maneira mais humana possível, batendo e apanhando.

Uma nova vida pode surgir entre um intervalo e outro, uma nova história poderá dar inicio a outras possibilidades, contudo, nada será mais forte que os momentos marcantes vividos, ou simplesmente sonhados em se viver, com quem se escolheu lembrar por toda uma existência.

São 14 anos numa estrada. São 168 meses ou 5.040 dias que podem tatuar na alma de um ser humano a lembrança de uma única história, escrita à quatro mãos, vivida sobre duas cabeças e que com certeza tornou-se a parte mais forte num só corpo, que pulsa e reage a cada palavra dita ou escrita a milhares de quilômetros de distância.

Como é possível de tão longe um som ser ouvido tão fortemente, uma respiração ser sentida tão intensamente, um cheiro se propagar tão rapidamente, uma promessa ou um sonho revelado fazer uma história toda ser recontada e revivida tão detalhamente, como se tivesse acontecido a apenas um dia atrás?

Ninguém saberia explicar esses acontecimentos, apenas aquelas quatro mãos e aquelas duas cabeças que fazem parte daquele único corpo, sabem o quanto aqueles momentos marcaram, e ainda marcam, cada célula e cada pedaço deste corpo, que mesmo com o passar dos anos, chama e deseja insessantemente, por um instante apenas, ter a chance de poder tocar, sentir, amar e deixar novamente a vida seguir o rumo escolhido.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Um Pouco de Mim




Um pouco mais de um ano depois, aqui estou de volta ao meu blog. Problemas pessoais, profissionais, financeiros, emocionais provocaram meu afastamento de diversas coisas que eu gostava muito. Tive um 2009 cheios de idas e vindas, ganhos e perdas importantes, um vaevem danado, me senti numa montanha russa.


Costumo fazer constantemente reflexões sobre minha vida, em todos os aspectos, e as vezes penso que estou na contra-mão do mundo. Prezo demais a honestidade em todas as minhas relações, pois acredito que esta é a melhor maneira de construir uma base sólida, capaz de sobreviver ao mais duro terremoto. Claro que não quero ser aqui igual ao personagem do Luiz Fernando Guimarães (O Super Sincero), que dizia tudo o que pensava sobre alguma pessoa ou situação. Definitivamente, não.


A honestidade pra mim é seguir os meus valores éticos, ser profissional sem precisar maquinar contra alguém ou criar situações para me apropriar do trablho de outrém. É falar pra pessoa que vive um relacionamento amoroso comigo tudo o que eu quero de uma relação e tudo que eu espero, sem precisar usar de subterfúgio pra curar uma carência que eu esteja sentindo. Pra mim é fundamental olhar nos olhos e confiar, acreditar que apesar dos caminhos tortuosos eu agirei corretamente e quando eu não conseguir agir tão corretamente, ou totalmente incorreta, ter a decência de botar a cara a tapa. Até no erro é importante ser honesto, pois não quero ter a certeza de estar enganando a mim mesma. Isso seria vergonhoso demais.


Mas o mundo, ou a parte dele com a qual eu convivo, age muito diferente disso. Já fui "obrigada" a conviver com seres humanos inseguros, incompetentes e covardes ao ponto de não terem a decência de admitir que não tem segurança sificiente pra seguir tal caminho, que nem se quer cogitavam a possibilidade de serem competentes pra seguir adiante sem alguém pra lhe ajudar, afinal não somos competentes pra fazer tudo na vida, em algum momento sempre precisaremos de alguém pra camilharmos juntos. E o pior de todos, tive a infelicidade de desfrutar de pessoas completamente inseguras, que pra não admitir tal sentimento, jogaram pra cima de mim a responsabilidade do insucesso de suas atitudes.


Eu tenho a plena certeza de que não sou perfeita ou a pessoa mais correta do mundo. Já cometi sim erros, vários fatais emocionalmente, mas não me recordo de que algum deles tenham ficado na linha do subentendido. Em todos eu me expus e não mandei recado, apanhei, me humilhei inclusive quando achei necessário. Talvez não tenha convencido do meu arrependimento, mas fui honesta comigo e me coloquei à frente, "pode bater".


Essas situações me fazem mal, me corroem, me deprimem. Hoje acordei pensado que só tenho duas opções, ou eu sigo neste caminho, caindo e levantando e me decepcionando e me maltradando e sofrendo demais ou mudo minhas convicções pra não ser a "corretinha", a "mitida a saber tudo" ou mesmo ser taxada de "espertinha".

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

UM CASO DE COMENSALISMO


Hoje eu estava pensando sobre algumas situações que já vivi e lembrei muito de uma criatura que cruzou o meu caminho há muito tempo. Lembrei-me desta pessoa porque ainda estava tentando entender o que aconteceu para que de repente eu me tornasse uma vilã, do tipo Nazareth Tedesco ou mesmo Flora Pereira da Silva.

No meio dos meus pensamentos vieram muitas palavras de indignação, injustiça, concorrência desleal, abuso de poder, medo de perder, enfim, muitas coisas me passaram pela cabeça, até que conclui que realmente a alma do ser humano é muito mais complexa do que qualquer equação matemática e que por isso, talvez hoje sejamos moçinhos e amanhã os piores bandidos, tudo dependendo do referencial psíquico de quem está nos olhando naquele momento.

É a única explicação que eu encontro para começar a ter a pretensão de entender fatos ocorridos. É fato também que é fácil contrariar terceiros com nossa simples presença, assim como nossos atos e palavras, não que estes sejam necessariamente ruins, mas por eles não terem saído dos neurônios do observador.

Longe de fazer apologia aos “coitadinhos”, quero apenas dizer que em diversas situações qualquer um pode ser vítima de pessoas mal-resolvidas, que jogam em cima de outras a culpa por todas as suas frustrações e falta de criatividade. E isso é muito pior quando acontece em uma relação de hierarquia profissional, ou seja, entre chefes e subordinados. Neste caso o único objetivo é minar a potencial e futura concorrência.

Agora, é bem verdade que os chefes não são sempre os monstros dessas histórias, existe também os colegas mal-resolvidos que estão por perto, rezando pra ver o circo pegar fogo entre o colega e o chefe e sabe por quê? Porque é assim que eles garantem sua sobrevivência profissional, com a ausência do outro, potencialmente mais preparado. E o mais asqueroso nisso, é quando ainda se fazem de amigos e preocupados com o bem-estar do “companheiro”, é nojento e vil.

Por conta disso, descobrir de tanto pensar, que existe dentro de algumas empresas uma relação de comensalismo entre chefes e subordinados ou mesmo entre simples colegas.
Essa relação é muito harmônica, pois ambos tiram proveito entre si, sem que haja agressões para as partes, em outras palavras, é permitido os abusos e excessos, desde que todos continuem a receber privilégios com isso. Exemplo: um chefe usa e abusa de seu subordinado, paga mal e não o reconhece profissionalmente, mas este subordinado aceita tudo, sem pestanejar, pois sabe que sem este chefe não seria possível alguns privilégios, afinal é bom lembrar que existe subordinado mal-resolvido também, que não tem competência para se garantir sozinho e que precisa “sugar” alguém, neste caso o chefe, que tem o prestígio, jamais alcançado por este subordinado, já que este é um peixe-piloto e o chefe o tubarão.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

MINHA FÉ

Neste fim de semana fui convidada, por uma grande amiga, a participar de um encontro, promovido por um grupo da renovação carismática, o qual ela faz parte.
Eu admiro as pessoas que se dedicam aos cuidados da alma, que pregam e falam com sabedoria sobre a palavra de Deus, independente do credo, pois acredito que somente os que se dedicam verdadeiramente aos ensinamentos do Pai tem uma boa parte da
"salvação" garantida e isso, na minha opinião nada tem a ver com a religião que se segue, tem a ver com o amor que cada um trás no coração.

Aceitei o convite da minha amiga, que eu amo muito, mas sabia que eu teria grandes chances de não gostar muito do evento, pois a renovação carismática é muito conhecida pelas "performances" em suas celebrações. Fui assim mesmo, pois acreditei que poderia ser diferente e de repente, quem sabe, eu mudaria o meu conceito.

Não me surpeendi com nada, foi tudo do jeito que eu achei que fosse, muito barulho, todos gritando ao mesmo tempo, uns cantavam, outros faziam seus pedidos, outros louvavam, outros falavam em linguas. Era uma verdadeira "torre de Babel". Fiquei extremanente perturbada, com muita dor de cabeça. Não deu nem pra eu me concentrar e fazer as minhas orações.

Me considero uma pessoa, que apesar dos poucos conhecimentos sobre a bíblia, tenho muita fé na presença de Deus em minha vida, acredito que não há ligação mais poderosa com Deus do que as nossas orações, aquelas que fazemos intimamente, contemplando a beleza da vida e da natureza. Não há necessidade de gritar para louvar, não há necessidade de falar palavras dificeis para que Deus nos ouça.

Posso está errada, e por isso acertarei minhas contas quando deixar este mundo, se eu estiver de fasto equivocada, mas não me vejo fazendo cenas de fanatismo religioso, gritando, gemendo e caindo no chão, num verdadeiro espetáculo espiritual. Não me permito ser perburbada por forças que eu não conheço e das quais acredito que não são divinas.

Prefiro meditar, refletir sobre minhas ações e contenplar a Deus em uma cerimônia de paz, de sossego espitritual, onde seja possível ouvir os sussuros dos anjos em meus ouvidos. A ligação entre a criatura e seu criador, pra mim, deve ser silenciosa e harmoniosa, para que ambos sitam suas presenças e se toquem, num verdadeiro encontro.

Só pra se ter idéia, ouvi cada barbaridade, vinda de uma senhora religiosa da Canção Nova, que fiquei de cabelo em pé. A mulher sabia os nomes de todas as entidades do Candoblé, da Macumba e afins. Ela dizia os nomes no momento em que deveríamos está contemplando o corpo de Cristo que se fazia presente no ostensório. Achei de uma falta de respeito muito grande, principalmente vindo de quem veio. Falar de coisas, que consideramos ruins, em um momento tão glorioso, é no mínimo falta de respeito com o sentimento de quem está em um lugar para ser abençoado e não para ser exorcisado.
Lú Hage

terça-feira, 18 de novembro de 2008

ÚLTIMA PARADA 174

Sinopse:
http://epipoca.uol.com.br/filmes_detalhes.php?idf=19323

Drama baseado em fatos reais sobre a vida do rapaz Sandro do Nascimento, menino de rua que sobreviveu à chacina da Candelária e, em 2000, sequestrou um ônibus no Rio de Janeiro. Tendo uma moça como refém na mira de seu revólver, a polícia - atiradores de elite - acabou disparando e matando os dois. O fato foi transmitido pela TV. Em 2002 o diretor José Padilha, de "Tropa de Elite", transformou a história no documetário.

Minha Opinião:

Fica muito claro nesta história, que assim como em outras milhares, o quanto é dura realidade das comunidades que vivem na total ausência do poder público, sem uma oportunidade de educação, de trabalho e de socialização. Os que conseguem sobreviver, devem ser aclamdos por todos nós, pois são sobreviventes de uma verdadeira guerra que a cada dia se fortalece em nosso país.

É triste demais esta história, pois eu acredito que tudo poderia ter sido diferente e bem melhor. Esta é uma realidade cruel e bastante real e que pra mim só reforça o grau de responsabilidade da família, ou melh0or, da desestrutura familiar, no desenrolar destes fatos trágicos.

Talvez tenhamos que dá um passo atrás para dar dois na frente, ou seja, que retomemos a "caretice" de ter de volta um pai e uma mãe dentro de casa, verdadeiramente. Pois na minha opinião, tudo começa em casa, a boa e a má formação.


Luciana Hage
Relações Públicas

SICKO

Sinopse:

As palavras "sistema de saúde" e "comédia" não são facilmente encontradas na mesma frase, mas no mais recente filme de Michael Moore elas podem ser vistas lado a lado. Para mostrar como as coisas funcionam na terra do Tio Sam, Moore ouve as histórias de vários americanos comuns cujas vidas foram despedaçadas, ou arruinadas pelo sistema de saúde americano. O filme mostra que a crise não somente afeta os milhões de cidadãos que não têm seguro de saúde - mas também milhões de outros que pagam religiosamente suas prestações e que estão freqüentemente lutando com a burocracia e com suas regras oficiais obscuras. Para provar que nem tudo está perdido, o cineasta compara outros sistemas de saúde visitando o Canadá, a Inglaterra, a França e a Cuba onde todas as pessoas recebem um bom atendimento médico de forma gratuita.

Minha Opinião:

O filme é simplesmente um "banho de água fria" para aqueles, que assim como eu, julgavam ou julgam, que o sistema de saúde dos EUA é um modelo a ser seguido. A realidade é muito diferente. Mas é bem verdade que em comparação ao Brasil, é melhor ainda adoecer pras bandas de lá, do que pras bandas de cá.

É claro que mesmo com todas as dificuldades, a população Norte-Americana tem muito mais condições de lutar e de se defender, do que a brasileira. Mas é chocante vermos que por lá também há descasos e falta de preparo no atendimento aos que procuram o sistema de saúde. Até quem possui planos particulares sofrem.

Como sempre Michael Moore é polêmico e maravilhoso, por isso vale a pena ter este documentário em casa.


Luciana Hage
Relações Públicas